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O que penso e como ajo sobre Mesada

Mesada também pode ser uma maneira de educar os filhos. Comecei a sentir a necessidade de abordar o tema com a Soul quando ela deu os primeiros sinais de que estava preparada, me perguntando a respeito. 

 


No livro Mesada não é só dinheiro (que falei inclusive lá nos stories), eles introduzem o assunto apontando 8 tipos de mesada. Achei interessante reler e compartilhar.

Tem a Mesada Voluntária, na qual é dado um dinheiro de forma aleatória, quando a criança começa a despertar para o consumo, pedindo guloseimas ou brinquedos, o que costuma ocorrer a partir dos três anos de idade. É uma forma lúdida de inserí-la nesse universo financeiro, ainda que ela não tenha muita noção. 


Já na Mesada Financeira, um valor fixo é dado a criança ou ao adolescente em um prazo estabelecido (semanal ou mensalmente, por exemplo), para que ela aprenda a administrar esse recurso, assumindo assim a responsabilidade sobre necessidades momentâneas, como o lanche, etc. Lá no livro, eles dão ainda dicas para que a mesada já tenha foco em sonhos maiores, equilibrando assim a relação curto-longo prazo. 

A Mesada de Terceiros é um adicional dado por um familiar ou amigo. Vale lembrar, entretanto, que os pais não ficam isentos da responsabilidade de intermediar e orientar no recebimento/gerenciamento da mesma. 

Tem ainda a Mesada Econômica, na qual o valor da mesada é fruto do esforço conjunto da família para economizar tanto em dinheiro quanto em recursos naturais, evitando desperdício de consumo. Essa talvez seja uma das mais democráticas, pois qualquer família - independentemente da condição financeira - pode implantar. 

Na Mesada Empreendedora, os valores são gerados a partir da criatividade da criança, bem como de sua habilidade de executar tarefas manuais e de empreender com aquilo que gosta. Aqui, cabe o velho exemplo da limonada, mas existem inúmeras outras possibilidades, como alugar revistinhas no prédio, vender bijouteria no colégio, entre outras. 

Existe também a mesada ecológica, na qual a mesada entra como um reconhecimento à forma consciente com que a criança lida com questões ambientais, reutilizando, reciclando, reaproveitando, preservando... 

A Mesada de troca, por sua vez, é quando a criança aprende que, para ganhar um valor ou algo novo, precisa se desfazer de algo em desuso, mas que pode ser de grande valia para outra criança. 

Por último, tem a Mesada Social, que tem como objetivo socializar a criança, reforçando a importância do contato com a natureza e dos laços de amizade. 

O autor também indica que as crianças devem ter um sonho (de curto, médio e longo prazo). Lembrando que, para criança, longo prazo significa no máximo um ano. Afinal, o tempo delas é diferente do nosso. 

Nesse processo, ele aconselha estimular a criança a se fazer quatro perguntas: qual meu sonho, quanto custa, quanto irei guardar e quanto tempo alcançarei esse sonho. 

A partir daí, você deve diagnosticar (o quanto se gasta), sonhar (o que o dinheiro pode proporcionar), orçar esse sonho e poupar o dinheiro para alcançar o sonho.

Num grau de prioridade, deve ser mais ou menos assim: GANHOS - SONHOS - DESPESAS, onde as despesas são ajustadas a realidade dos ganhos. 

O que eu fiz:
Comecei a dar mesada a Soul aos 7 anos, quando ela começou a estudar a tabuada, e demonstrou vontade de comprar lanches na escola (entendi isso como um sinal de que ela estava pronta a lidar com o dinheiro, pois já me pedia para comprar algo). Juntas, acordamos qual era um valor justo (para ela e para mim) do seu lanche, partimos como base um snack e um suco. Chegamos ao valor de R$5. Fizemos, então, uma conta de quantos lanches ela precisaria comprar na semana e quantas semanas haviam em um mês. Pelo nosso cálculo, ela precisaria de R$40 para arcar com suas despesas. Combinamos, que ela receberia R$10 em troca de ajudar nas tarefas de casa, como organizar seu quarto, tirar os pratos da mesa, acordar e dormir sozinha, ajudar com o irmão. A verdade é que, com o tempo, nós ignoramos essa “moeda de troca”: ela passou a ajudar na casa de forma natural, como quem cria um hábito.

Com esses R$10 que sobravam no seu orçamento, ela aprendeu a poupar para sonhos futuros. Ela comprou estojo, tênis de rodinha e me pediu para abrir uma conta poupança, quando eu lhe expliquei o conceito de rendimentos, falando que ela poderia deixar que o dinheiro “trabalhasse” para ela.

E seu maior sonho era fazer uma viagem internacional (que já foi adiada duas vezes). Para isso, guardou dinheiro, aprendeu a relação do Dólar com o Real e teve uma fase que pediu para toda a família dólares de presente em datas comemorativas, para lhe ajudar a alcançar esse sonho.

E a história de “trabalhar"? Tudo começou porque a Soul “financiou” um estojo que ela queria comprar, me pedindo pra ficar dois meses sem receber mesada. Esse gasto programado estava sobre controle, pois ela tinha dinheiro guardado e iria conseguir se manter com lanches nesse período. Porém, a levei no dentista e descobrimos uma cárie (a última vez que fomos lá, havíamos combinado que se ela tivesse outra cárie ela iria pagar a restauração, afinal, ela já tinha tido 7 cáries no ano anterior - sugiro não só mandar escovar os dentes, como também “revisar” se o trabalho foi bem executado!)

E, assim, de repente, ela ficou me devendo mais dois meses de mesada. A solução? Eu propus que ela me ajudasse no trabalho em troca de um “salário”, ou, como aprendi no livro, a mesada empreendedora. E ela topou! Fizemos uma previsão de que se ela trabalhar nas férias ela não só irá me pagar o valor devido como irá “fazer mais dinheiro”. E, para a minha surpresa, ela teve a ideia de vender pulseiras que ela mesmo faz. O preço das pulseiras vão de R$2 a R$8, e até agora ela já conseguiu arrematar mais de R$100!

 

 

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